Neste ano de 2020, todos nós, cidadãos do mundo ficamos sujeitos a uma modificação não favorável nas nossas vidas. O surgimento do novo vírus levou a que muitas das nossas rotinas fossem adiadas ou até mesmo canceladas. Falemos então da nova educação.

Ninguém estava à espera… Ninguém estava à espera de que de um momento para o outro tudo mudasse. Esperaríamos nós que a nossa última aula fosse antes do 2º período acabar? Esperaríamos nós que algum dia tivéssemos de realizar testes online? Esperaríamos nós estarmos a ser confinados à nossa secretária horas e horas por não podermos ir presencialmente à escola?

É notório que, com estas medidas neste tão louvado setor, o 3º período irá ter avaliação. Mas será essa uma avaliação justa, pergunto eu?

Alguém pensou que os testes, as questões-aula, as tarefas indicadas pelo nosso professor iriam ter que ser realizadas em casa, na nossa própria secretária?

Cerca de 20% dos estudantes portugueses não têm os meios de comunicação que são requeridos pela escola, para uma educação eficiente. Sem computador, sem internet, sem televisão… Não deveríamos ter todos as mesmas oportunidades no que toca à educação? Várias foram as pessoas, as instituições, as câmaras municipais que favoreceram equipamentos aos mais carenciados, o que de facto é algo de muito valor e consideração. É importante realçar que metade ou mais de metade dos alunos de todos os cantos do mundo, não só em Portugal, não requerem os conhecimentos das matérias abordadas tão bem como os que possivelmente pudessem ser requeridos numa sala de aula. O que nos leva à questão dos exames nacionais.

Os exames nacionais são um ponto auge do sistema educativo de Portugal para avaliar de uma forma justa e favorável todos os estudantes nacionais. Não havendo diferenças do que é dado às escolas privadas e às escolas públicas, sendo tudo equitativamente igual, sem discrepâncias, dando oportunidade a todos nós.

A pergunta que mais é feita quando toca a este assunto, nesta época tão inconstante é: “Será que a saúde dos alunos que frequentam o 11ºano e o 12ºano é menos importante do que um exame nacional? Iremos nós sujeitarmo-nos a ser contaminados e a contaminar a nossa família com o novo vírus porque temos de realizar mais uma das mil provas a que somos presenciados durante todo o ano letivo? “. Não será isto um exagero?

Na minha opinião, o mais correto a fazer seria mudar os critérios de avaliação e, por conseguinte, mudar também os critérios de ingresso para as universidades. Ficando mais justo para nós alunos e, também seres humanos, perante uma melhoria na nossa saúde e no nosso ensino.