No contexto atual, a União Europeia simboliza uma união económica e política de 28 Estados-Membros (que num futuro próximo, tudo leva a crer que passará a 27).

No início, e não muito longínquo, a Europa como a conhecemos hoje, começou por ser a CECA. O tratado de Paris, deu início à Comunidade Europeia do Carvão e do Aço com a intenção de criar uma livre circulação destes materiais. A partir daí, evoluiu para uma União Europeia cujo o seu principal estandarte, a moeda única, é uma das suas maiores conquistas. Por isso, podemos concluir que, ao longo do tempo, a ideia de uma União Europeia tem sido aperfeiçoada, e tem evoluído cada vez mais.

No entanto, acho que não podemos nem devemos estagnar, nem se quer deixar que a conceção de uma União Europeia, cada vez mais forte e unida em diversas temáticas, fique por aqui.

Entendo, por isso, que as instituições europeias carecem de um modelo alternativo e paralelo ao que atualmente existe, e que, com o decorrer do tempo nos levaram até este impasse que hoje vivemos, desde o Brexit até ao crescimento dos movimentos extremistas, vividos também um pouco por todo o mundo.

Fazendo a ponte com o modelo atual, a UE exerce uma função política e económica reguladora sobre os Estados Membros, contudo, conseguiria ser muito mais persuasiva e concreta na realização dos seus objetivos se aderisse a um modelo de união social, mais propriamente ao nível da Saúde e da Educação. Isto é, através da extensão de um sistema de saúde europeu comunitário, cujo o principal objetivo é beneficiar a população em geral, a União Europeia poderia facilitar o aparecimento de uma união bem mais generalizada que a atual, meramente financeira, e, poderíamos assistir ao advento de uma união solidária das mais diversas áreas da vida de um país, tal como um sistema de ensino uniforme entre todos os países membros. Estas medidas são muito pragmáticas na sua aplicabilidade, por exemplo, se houvesse um ministério da saúde/educação europeu central, estes poderiam exercer o poder de regular e fiscalizar a ação de cada Estado-Membro em relação ao seu ministério.

Deste modo, considero que estes sejam passos importantes para dar num caminho cada vez mais solidário e mais igualitário.

Para isso, seria necessário haver uma coordenação a nível europeu á cerca destes assuntos para começarmos um novo caminho de união bem mais generalizado do que o modelo que agora temos.

Com uma União Europeia com estas dimensões, se aplicássemos esta ideia, estaríamos aptos a resolver de raíz alguns problemas dos Estados-Membros em relação ás áreas mais simples do quotidiano de cada cidadão e Estado-Membro.

 

Artigo de Opinião realizado no âmbito do concurso “Uma Ideia para a Europa“.