O Que Falta na Juventude?

Portugal é um país envelhecido e que não luta por políticas para a juventude. Não existem políticas nem medidas para os jovens artistas, para os jovens desportistas, para os jovens empreendedores, entre tantos outros. Ser jovem é difícil em Portugal, mas a esquerda ainda complica mais quando, por exemplo, chumba o «Porta 65» que ajuda e poderia ajudar tantos jovens.

A juventude mudou com o passar das gerações. Tornamo-nos cada vez menos partidarizados e cada vez mais politizados no que concerne a causas «salteadas». Isso dificultou muito a tarefa dos partidos e das juventudes partidárias em cativarem os seus quadros. As estruturas partidárias não se souberam adaptar. Em minha opinião, os partidos não devem assumir a J como um mero instrumento de caça ao voto, essa não é a função da J. A função da J tem que ser o cativar e promover novos quadros e novas bases.

Por outro lado, não vou ser mais um a usar os políticos e as estruturas partidárias como «saco de boxe» de tudo o que acontece de mal. Nós jovens, e contra mim falo, temos o defeito de ter tudo por garantido, e quando assim é, celeumas vários surgem. Pensamos que a liberdade, por exemplo, está garantida e os nossos direitos também, mas, por vezes, não é bem assim. Em muitas situações a realidade de que os nossos direitos estão em risco passa-nos ao lado e é deveras triste, igualmente é mau que isso aconteça. O país evolui com jovens pró-ativos e desprendidos. Jovens que lutam pela sua emancipação e contribuem, de uma maneira ou de outra, para o desenvolvimento das nossas terras. As associações precisam de juventude, as terras precisam de jovens importados. A nossa política mudou e vai continuar a mudar. Nós temos que fazer parte da mudança, uma mudança que exclui a corrupção, aposta no elevador social, que fomenta a meritocracia, que não se deixa corromper.

Fomentemos a qualidade nos estágios, no acesso à universidade, no acesso a mecanismos que fomentem a natalidade, na luta pela melhoria dos programas ERASMUS, na luta pela busca da melhoria do primeiro emprego, entre muitos outros.

Em suma, a juventude tem agarrado temas que são importantes é certo, mas não são fulcrais. Saber se as drogas vão ou não ser legalizadas, saber da eutanásia, do aborto, etc, não nos coloca o pão à mesa, não nos vai arranjar emprego nem melhorar os salários. É necessário que os jovens venham para a política e lutem. Só na juventude é que estão os ventos da mudança deste paradigma de um sistema já muito gasto e que promove a estagnação da qualidade de vida da juventude.

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