Sem sombra de dúvidas que a nossa terceira república tem imensos benefícios, o mais importante deles a liberdade. Mas não me deixa de chamar à atenção o facto não houve um único ano sem défice orçamental. Têm sido, de facto, a nível económico, uns bonitos anos sobre a influência de uma profunda “bebedeira” ideológica. Chega de brincarmos aos governantes! Está na hora de sermos verdadeiramente responsáveis e mantermos permanente esse rumo.

Desde que nos lembramos, batemos constantemente na tecla à nossa esquerda e se o resultado não é o esperado, então, tentamos bater com mais força. Não é Portugal que é mau, não. Temos algumas mentes completamente geniais nas mais diversas áreas, um leque considerável de recursos, um clima propício às mais diversas atividades económicas e, claro, uma história capaz de criar inveja a qualquer um. É antes o socialismo e todas as medidas nefastas a ele associado que tendem a servir de âncora ao país. Não duvido que tenha as melhores intenções mas não tem qualquer cabimento político.

Evidentemente, ninguém, nem nenhum país, ficou imune à crise de 2008/2009. Não obstante, diferenciam-nos as nossas respostas e ações nesses momentos. Olhemos então para o percurso, desde então, de dois países fortemente atingidos por esta: Portugal e a Irlanda.

Taxas de crescimento? No intervalo de 2010 e 2016 foi de 0% para Portugal (assumindo GNI per capita em paridade de poder de compra a preços constantes), enquanto que para a de Irlanda foi de +22,5%.

E não, ao contrário de tudo o que Bloco de Esquersa e Partido Comunista pensam e nos tentam levar a pensar, não existe um complô capitalista contra Portugal nem contra os outros países que utilizaram as mesmas medidas para tentarem sair da crise.

Qual foi a diferença então? Um dos países voltou à boa velha cartilha assim que pôde, já o outro premiou a baixa de impostos e a iniciativa privada, dando margem às empresas para inovar e atraindo inúmeras multinacionais.
A diferença nuclear entre um défice provocado por investimentos que trazem retorno ou redução de impostos de modo a fomentar a economia e um défice provocado por sucessivos “poços sem fundo” de subsídios e investimentos irracionais é o futuro da nossa economia.

O crescimento da economia e da nossa riqueza deriva da iniciativa de pessoas e empresas em criar novos produtos e serviços que são mais eficientes ou representam maior valor para o consumidor, nacional ou internacional.

Por oposição, o “dá com uma tira com a outra”, além de ir contra o individualismo, sufoca os empreendedores, os seus colaboradores e todos os que têm recursos para alimentar a máquina estatal. Sim, o socialismo existe só com o nosso dinheiro e apresenta sempre como solução ou mais gastos ou nacionalizações. Infelizmente, para a esquerda tudo é fácil.

Em consequência disto, pedimos dinheiro ao povo, às empresas, aos bancos e aos outros países para pagar os nossos devaneios. Eventualmente, o dinheiro acaba e as soluções também. O PS levou-nos à “tri” e o pesadelo da troika voltou. Assim, em poucos anos, penhoramos os anéis, os dedos e o futuro de muitas gerações.

Em nome do futuro peço aos portugueses que deixemos de ser teimosos e de fazer experiências. Nós podemos e merecemos ter melhor!