A política Europeia está na ordem do dia, se por um lado está no horinzonte uma eleição onde cada Estado membro vai escolher os seus representantes, por outro está também no horinzonte ainda mais curto o Brexit e os contornos de como o Reino Unido vai sair da familia da União Europeia.

Ora sem deixar de fora as eleições Europeias que são da máxima importância para todos os Europeus e sobretudo para todos os Portugueses uma vez que no nosso dia a dia o trabalho de equipa entre Europa e Portugal é fundamental, quero aqui escolher como reflexão o segundo tema do Brexit, porque considero que o Reino Unido esqueceu o seu  papel fundamental  no mundo e sobretudo esqueceu o motivo de organizações como ONU e UE terem sido criadas.

Houve tempos em que a Paz, a Democracia e as Liberdades dos cidadaos não eram um dado adquirido e portanto no pós I Guerra Mundial e no limbo até à II Guerra Mundial existiu a Sociedades das Nações composta por boa parte dos Estados soberanos da altura, esta organização foi criada com um objectivo simples: a construção de uma paz duradoira, sob as regras do Tratado de Versailles que ao ser assinado acabou com a I Guerra Mundial.

Ora como todos sabemos tanto o tratado de Versailles não foi cumprido, como a Sociedade das Nações falhou em garantir a tão desejada Paz Europeia e Mundial.

Existem varias razões para a falha completa, a primeira é obvia, a Alemanha Nazi queria a guerra, as outras razões são também perceptiveis a esta distância, a começar pelos Estados Unidos da América (EUA) que procuraram uma politica isolacionista das questões da Europa, ficando no entre guerras longe de qualquer questão que não fosse a sua politica interna.

Por outro lado as discussões estre as países da Sociedade das Nações tornaram-se estéreis e egoístas, a política do cada um por si chegou ao ponto de grande parte destes Estados cegarem e não perceberem os perigos da Alemanha Nazi.

A paz deve ser defendida a todo o custo,  na  altura a paz tinha sido mantida se a Sociedade das Nações tivessem feito o seu trabalho em conjunto e imposto as sanções devidas ao infrigir das regras por parte do Nazis, porque todos os países juntos eram mais fortes do que a totalitária Alemanha Nacional Socialista.

Todos sabemos o resultado da II Guerra Mundial, e de como a Grã-Bretanha foi importante na vitória final, essa Grã-Bretanha tinha politicos e estadista a altura dos aconteciementos, que perceberam no rescaldo da guerra os erros do passado e tentaram para futuro criar politicas eficazes e estruturas capazes de  uma mudança com as restantes Estados da Europa e criar paz no nosso território.

Fazendo uma comparação plausível com os nossos dias, uma vez que os fascismos estão outra vez a despontar, e digo fascismo sem poupar os extremos de direita, como os extremos de esquerda, porque são ambos perigosos para a Democracia que todos os dias defendemos.

Fascista hoje deixou de ser aludido como uma ideologia, para passar a ser um adjectivo, o meu conceito de fascista é toda aquele que não é a favor de uma democracia plena, onde o cidadão tem a liberdade e a oportunidade de a exercer.

A resposta do mundo a estes avanços dos totalitarismos vários, é no caso da EUA a mesma resposta que no tempo de entre guerras, a isolação: “Fazer a America grande de novo” é no fim  de contas tornar-la mais pequena.

Na Europa as coisas estão parecidas com aquela altura, secalhar não em termos de estar próximo uma guerra em solo Europeu, mas porque existe uma clara falência nas estruturas de paz do pós Guerra, existem inúmeros desafios na União de paises Europeus, não só a nivel económico e social, mas sobretudo nas respostas que a Europa dá aos seus cidadãos, por isso a inversão da mentalidade de cada Estado Membro pensar só em si próprio tem que ser garantida, a começar pelas tristes figuras que todo o processo do Brexit nos trouxe.

O que está a acontecer com o Brexit é portanto o pior que a politica externa do Reino Unido nos pode dar, uma vez que a nação que liderou os aliados contra o eixo parece já ter esquecido qual é o seu papel no mundo e no seio da União Europeia e portanto esqueceu a promoção da paz duradoura, da garantia das liberdades e da garantia da democracia como  pilar fundamental do mundo civilizado e esqueceu isto tudo promovendo o egoismo de pensar só em si, os politcos Britanicos estão a prestar um muito mau serviço ao seu país.

Todas as nações tem que ver aquilo que é o projecto Europeu, porque a realidade é que somos uma grande coligação de povos diferentes que se querem compreender e vêem o seu futuro juntos a remar para o interesse comum desta União de países.

Existem tantos desafios no nosso mundo, tantos problemas à espera de serem resolvidos, tantas pessoas marginalizadas e com dificuldade de acompanhar a maioria, por tudo isto não é este o tempo para divisões.

Proponho com esperança que a questão do Brexit seja ultrapassada e que em conjunto possamos de novo encontrar o caminho Europeu do sucesso no combate das desigualdades e na luta diária da paz, da democracia e do bem estar social e económico.