Sou natural de Vila Cã, uma freguesia eminentemente rural do concelho de Pombal. Licenciei-me em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, e exerço advocacia há alguns anos.

Desde muito novo que o gosto pela intervenção cívica e política se manifestou, comecei a participar em atividades da JSD aos 15 anos, e aos 22 anos fui candidato a Presidente de Junta.

Atualmente desempenho funções de deputado municipal e intermunicipal, que até há pouco tempo acumulava com as funções de Presidente de Assembleia de Freguesia.

Ao nível associativo integro os órgãos sociais de várias instituições, destacando as funções de secretário da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal.

 

Quais os objetivos da JSD Distrital de Leiria?

Candidatei-me a Presidente da JSD Distrital de Leiria sob o lema “Leiria Grande”.

O distrito de Leiria apesar das suas enormes potencialidades, donde se destaca o espírito empreendedor das suas gentes, e o forte tecido empresarial daí decorrente, necessita de “vender” melhor a marca Leiria no contexto nacional e internacional.

Dessa forma queremos dar o nosso contributo para que Leiria tenha a capacidade de atrair os melhores, sobretudo os jovens quadros que devem começar a olhar para Leiria e para outras regiões, como alternativas de vida, laboral e familiar, a Lisboa ou ao Porto.

O distrito de Leiria tem outras potencialidades e uma delas, que já identificámos há vários anos, continua a estar nas nossas prioridades, pela importância estratégica para o distrito e pela característica agregadora que representa no distrito, o projeto “Da Baleia ao Baleal”, que visa promover o surf e outros desportos de ondas, na nossa rica e vasta costa.

Noutra dimensão da nossa ação política queremos colocar a cultura na agenda da JSD, Leiria à semelhança do país tem arte, tem cultura, tem agentes culturais de grande variedade e qualidade, pelo que é nosso dever valorizar e apoiar a cultura.

Há outro tema que tem mobilizado o mundo e, em particular, os mais jovens, o ambiente. Leiria tem problemas antigos e profundos neste campo, pelo que tem de estar nas nossas prioridades contribuir para a resolução destes problemas, porque é duma tremenda hipocrisia andarmos todos preocupados com os problemas ambientais do globo e sermos incapazes de resolver os problemas ambientais que temos à porta de casa!

Naturalmente que a concretização de todos estes objetivos está condicionada pelas consequências do Covid-19, realidade que nos obrigará a ajustar prioridades e a redefinir caminhos.

 

Como é que a Juventude Social Democrata pode fazer a diferença nos jovens de Leiria?

Mais do que nunca é essencial o papel da JSD, uma JSD que vá às escolas, formar, informar, ouvir, debater, esclarecer!

Uma JSD que esteja ao lado dos bons exemplos que os jovens nos dão em várias frentes, seja no mundo associativo, seja no mundo empresarial.

É assim, com proximidade, conhecimento da realidade, diálogo e acompanhamento permanente que a JSD pode fazer a diferença, credibilizando-se junto da sociedade, junto dos jovens.

Mas é também falando dos seus problemas… Ajudar a encontrar soluções para os jovens NEEF (Nem Emprego, Educação ou Formação), porventura através de um sistema de reconversão profissional.

 

Como é que avalias o papel das autarquias no combate à Covid-19?

Já estamos habituados a que as autarquias locais tenham sempre um papel muito relevante na resposta que o país dá às mais variadas crises.

Porém, nesta crise pandémica de saúde pública, as autarquias foram essenciais para o combate eficaz que foi levado a cabo. Pela proximidade, pela capacidade de resposta, pela criatividade e pela ousadia.

Os nossos autarcas demonstraram, mais uma vez, que não têm medo de arregaçar as mangas e ir para o terreno, dar resposta às populações e encontrar soluções para todos os problemas.

As medidas que tomaram ao nível de saúde pública, economia e fiscalidade local, espaços públicos, ação social e outras áreas, mostraram-se imprescindíveis!

De ora em diante os desafios não cessarão, as autarquias vão continuar a ser um apoio imensurável ao comércio, às famílias ou às instituições de solidariedade social.

 

Qual é que julgas que deve ser o papel da política, nomeadamente da Juventude Social Democrata, na sociedade pós Covid-19?

Hoje em plena crise Covid-19 nós, jovens, temos mais um desafio, a segunda crise que em poucos anos afeta os millennials.

Já todos percebemos que a seguir à crise de saúde vem (já chegou!) a crise financeira e económica, e os jovens são mais uma vez das principais vítimas. Seja porque estão a iniciar carreira e portanto numa situação ainda pouco consolidada, seja porque são profissionais liberais e, por conseguinte, com menor segurança ao nível dos rendimentos e menor proteção ao nível social.

Se o papel da política deverá ser o de relançar o país, numa nova realidade global, o papel da JSD terá de ser, mais uma vez, de defesa intransigente da juventude portuguesa.

 

Qual é a tua melhor melhor memória na Juventude Social Democrata? E qual a melhor experiência?

São tantas… Boas, más… Mas a experiência de quase 15 anos é indescritível, fantástica!

Recordo com muita nostalgia a volta nacional da campanha das eleições legislativas de 2011, pelo momento de viragem que o país ansiava, pela campanha animada mas, muito muito, exigente que fizemos e por termos cumprido o desígnio do nosso fundador: uma maioria, um governo, um presidente!

Quanto à melhor experiência não consigo deixar de referir o mandato em que desempenhei as funções de Presidente da JSD Pombal. Tenho por hábito dizer que na política só tinha a ambição de desempenhar umas funções, que tudo o resto viria (se viesse) por acréscimo, e essas funções eram as de presidente de concelhia. Foi uma experiência intensa, desafiante mas que me realizou!