No passado dia 14 de outubro, a Juventude Social Democrata reuniu na cidade de Bruxelas com um grupo de emigrantes portugueses neste país residentes. Considerando o passado de Portugal e o impacto que as migrações sempre tiveram no desenvolvimento do país e dos portugueses, a JSD assume a importância de estar ao lado dos jovens, independentemente das suas aventuras, de caráter temporário ou não, além-fronteiras. Com diferentes experiências, formações e planos para o futuro a discussão tornou-se completa e as suas ideias e propostas para o futuro cedem à JSD novas e alargadas bases para a continuação do debate relativo à emigração.

Os presentes fizeram questão de realçar a distinção entre emigrações atuais e do passado século. As necessidades destes novos são diferentes, principalmente pelo facto da maioria destes saírem do país por vontade própria e à procura de uma nova e melhor experiência que, pela área de formação ou pela qualidade de vida, consideram ainda não poder atingir em Portugal.

É igualmente importante entender que Portugal nunca é esquecido por estes, mantendo a ideia vaga e sem prazo de regressar ao país de origem, vontade esta que se vai adiando pela satisfação existente com o percurso profissional ou académico que lá encontram.

Esta nova vaga de emigração deve ser encarada com outra naturalidade pela mudança dos cenários políticos, de liberdades, de comunicação e, principalmente, por nos integrarmos no espaço Schengen, com todos os benefícios associados à mobilidade que este nos oferece. Assim, importa criar as condições a médio e longo prazo para poder oferecer oportunidades que correspondam às ambições dos portugueses que hoje sentem a necessidade de cruzar fronteiras cada vez mais virtuais, compreendendo que com o impacto da globalização esta tipologia de emigração não deve ser as mesmas respostas das passadas e vividas em Portugal.

Da conversa com estes portugueses, a JSD reafirma o seu olhar sem fronteiras para as necessidades e propostas dos jovens, assumindo a proatividade em se deslocar ao encontro destes para ouvir as suas perspetivas e, assim, os poder continuar a representar da forma mais informada e completa possível.