Os números divulgados hoje pelo INE demonstram a falta de estratégia do governo para defender o emprego jovem. Sendo estes os mais frágeis no mercado de trabalho, têm sido os primeiros a sofrer com flagelo do despedimento.

Os dados divulgados são avassaladores para os jovens. Segundo o INE no 2º trimestre deste ano há menos 55 mil empregos entre os jovens com menos de 25 anos e menos 67 mil na faixa etária dos 25 aos 34 anos. Ou seja, há menos 122 mil jovens empregados, o que representa 65% do emprego que se perdeu neste 2º trimestre.

A Juventude Social Democrata está particularmente preocupada com a situação dos milhares de jovens sem emprego e a falta de resposta do Governo, exigindo ao executivo ações rápidas e significativas, que combatam o “aumento brutal do desemprego jovem”.

Os números de hoje dizem-nos que há 122 mil razões para o governo começar a agir e travar esta sangria de emprego jovem, o apoio aos jovens tem de deixar de ser retórico e passar a ações reais”, refere o Presidente da JSD, Alexandre Poço.  “Estes números são ainda mais negros quando nos apercebemos que esta destruição de postos de trabalho equivale a 65% do total de postos de trabalho perdidos no mesmo período. Os jovens estão a ser os sacrificados pelo governo”, diz Alexandre Poço.

A JSD revela ainda preocupação com o número de jovens nem-nem: são agora 283 mil os jovens Portugueses que nem trabalham, nem estudam, um aumento de 48% em termos homólogos. “Até ao momento, nem para o emprego, nem qualquer tipo de resposta por parte de António Costa e do seu governo”, acusa o Presidente da JSD. O cenário é tudo menos surpreendente: “temos vindo a acompanhar a situação de muitos jovens que, por força da atual recessão, perderam o seu emprego ou simplesmente acabaram os seus estudos e não conseguiram encontrar um trabalho. A situação, sendo infeliz, só apanha de surpresa quem quer ser apanhado de surpresa. O governo está a falhar com as novas gerações

A JSD exige ao governo que se coloquem em prática incentivos concretos para as empresas que contratem jovens e salvaguardem o emprego jovem, nomeadamente em sede fiscal ou ao nível das contribuições sociais.