A JSD apela ao adiamento dos exames nacionais, bem como ao ajustamento temporal necessário no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de forma a salvaguardar que nenhum estudante seja prejudicado numa fase tão importante da sua vida.

Esta será a medida mais justa e que permitirá aos jovens estudantes e às suas famílias o conforto e a certeza de que terão o tempo necessário para voltarem a ter aulas presenciais e, deste modo, recuperar o tempo perdido que lhes permita estarem preparados para encarar os exames nacionais no Ensino Secundário.

O Estado de Emergência, declarado em Portugal, face à pandemia da COVID-19, coloca todos os portugueses perante o enorme desafio de se verem privados da sua vida normal, com a imposição do reforço dos cuidados de higiene e segurança.

Todavia, ainda antes do Estado de Emergência ser declarado, uma das primeiras medidas de contenção da COVID-19 foi o encerramento dos estabelecimentos de ensino por serem considerados locais de elevado risco de contágio.

Face à realidade atual, os estudantes deparam-se com a incerteza de quando voltarão a ter aulas presenciais, tendo alguns dos estabelecimentos de ensino procurado introduzir o ensino à distância e o recurso a materiais e exercícios para os alunos trabalharem nas suas casas.

Este contexto deve-nos levar a uma profunda reflexão. Se a Escola se deve impor como verdadeiro elevador social, tudo deverá ser feito para que exista equidade entre todos os alunos. Este tempo leva-nos, no entanto, à conclusão de que, em Portugal, não é possível garantir essa mesma equidade entre escolas e estudantes.

Cada escola adotou estratégias diferentes e existe uma enorme dificuldade em garantir o acesso equitativo a meios tecnológicos e até a internet por parte dos estudantes.

Estamos, por isso, perante uma circunstância de desigualdade que pode ser atenuada com o adiamento dos exames nacionais.

Por fim, importa referir que a JSD tem tido, ao longo dos últimos anos, como uma das suas principais bandeiras a implementação da Escola do futuro. Estamos certos de que o que vivemos hoje confirma a urgência desta reflexão.