A JSD condena publicamente os atos de repressão infligidos pelas autoridades bielorrussas contra os cidadãos do seu país após o mais recente processo eleitoral presidencial, reconhecido consensualmente como um processo eleitoral que não foi justo, livre e transparente.

De acordo com os dados oficiais, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, no exercício de funções há 26 anos ininterruptamente, venceu as eleições presidenciais com cerca de 80% dos votos.

Enquanto os diversos protestos eclodiam um pouco por todo o país após o anúncio dos resultados eleitorais, diversas unidades policiais e militares leais ao regime foram mobilizadas numa tentativa de suprimir as manifestações.

A candidata da oposição, Svetlana Tikhanovskaia, exilou-se na Lituânia após denunciar publicamente a existência de fraudes nas eleições presidenciais, devido aos riscos elevados para a sua integridade física bem como para o seu exercício de liberdades e garantias cívicas.

Adicionalmente, a JSD condena vários acontecimentos que têm ocorrido na Bielorrússia, como a restrição do acesso à internet, o uso de meios letais para controlo de manifestações pacíficas, o espancamento de manifestantes, a detenção de diversos jornalistas e de aproximadamente 7 000 manifestantes. Estes acontecimentos merecem a nossa veemente condenação.

A JSD lamenta todos estes acontecimentos e o profundo estado de negação em que se encontram as autoridades bielorrussas face ao sucedido nos últimos dias.

Os resultados destas eleições e eventos consequentes têm sido, de resto, uma questão discutida a nível internacional, que já obteve o apoio da Comissão Europeia, em concordância com a posição de diversos estados-membros. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apelou esta sexta-feira ao Conselho da União Europeia para que sejam adotadas sanções à Bielorrússia por desrespeito de valores democráticos e por violação de direitos humanos.

A JSD acredita ser um imperativo moral que a União Europeia e todos os Estados-Membros prestem todo o apoio aos cidadãos da Bielorrússia para a expressão dos seus direitos e liberdades, afirmando a sua matriz humanista, personalista e democrata, baseada no primado da dignidade da pessoa humana, valores sobre os quais um Estado de Direito Democrático assenta.

A JSD apela também ao Governo Português para que faça todos os esforços diplomáticos e políticos possíveis para defender o povo bielorrusso do atual cenário de terror e medo, imposto pelo Governo do país.

A JSD respeita a soberania de todos os países, bem como a da Bielorrússia, mas não pode silenciar-se perante esta situação, quando assistimos ao atropelo grave de liberdades, direitos e garantias.

É neste sentido também que a JSD se associou e subscreve a campanha #WithBelarus, realizada pelo YEPP, com o objetivo de ajudar as gerações bielorrussas mais jovens a lutarem pela sua liberdade, por um sistema mais democrático e por um futuro mais próspero.