A Juventude Social Democrata condena de forma veemente o ataque o terrorista cometido no passado dia 6 de novembro por milícias armadas, na aldeia de Nanjaba e Muatide, ambas localizadas na província de Cabo Delgado, que levou a assassinatos de vários habitantes, incêndios a várias casas, violação a mulheres e à decapitação de pessoas. Este atentado é considerado o pior de que há memória na região.

Neste sentido, a JSD reitera a sua firme condenação do terrorismo sob todas as suas formas e o seu empenho na prossecução de ações coletivas de prevenção e repressão de atos terroristas, e expressa a sua solidariedade ao Povo e ao Governo da República de Moçambique.

A JSD lamenta o atentado e envia os sentidos pêsames às famílias afetadas por este ato criminoso. Moçambique, como o resto do mundo, atravessa uma pandemia e, ao mesmo tempo, é vítima de terrorismo dentro do seu território, numa base diária e não em atos únicos e isolados.

Perante esta situação de grande efervescência política e social, a JSD estranha a falta de ação por parte do Governo Português no plano internacional, assim como o seu silêncio, e que a primeira reação face a este atentado terrorista, tenha vindo por parte do Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron.

A JSD apela a que o Governo, dada a relação histórico-cultural e os laços de amizade entre Portugal e Moçambique, junto da CPLP, da União Europeia e de outras organizações internacionais, acompanhe a crise que Moçambique atravessa, assim como dê todo o apoio necessário que estes necessitem para combater o terrorismo.