A Venezuela, outrora um dos países com maior potencial económico da América Latina, é hoje um dos últimos redutos globais do caminho para o socialismo como via de estruturação societária, vindo a assistir a uma exponencial degradação das suas instituições, do seu tecido económico-social, bem como a contínua erosão da percepção da comunidade internacional face ao país, e cuja coesão social se encontra visivelmente comprometida com o atual cenário político vivido.

Com Nicolás Maduro a trilhar um percurso isolacionista cada vez mais acentuado, a comunidade internacional não reconheceu legitimidade ao líder bolivariano após o ato eleitoral ocorrido no dia 20 de maio de 2018.  

A Juventude Social Democrata concorda com a posição de não reconhecimento do governo de Nicolas Maduro defendido pela União Europeia, “exigindo ao Governo Português que reconheça o Presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela até à realização de eleições livres”, refere a Presidente da JSD, Margarida Balseiro Lopes.

A comunidade internacional deve apoiar a transição democrática que só pode ser liderada por um governo democraticamente eleito. Um governo que permita consagrar plenamente os direitos civis e políticos, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente interino, Juan Guaidó, assim como de todos os cidadãos venezuelanos.

A Juventude Social Democrata defende uma transição pacífica, um processo de reconciliação nacional e de organização de eleições livres e democráticas. Margarida Balseiro Lopes destaca também “o combate corajoso e o avanço das forças democráticas no país, na defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.”

A situação de “grave crise social e humanitária preocupa” a JSD que apela também ao Governo Português que assuma uma postura proactiva – em particular através do corpo e representantes diplomáticos no país – na “garantia da proteção e segurança da comunidade luso-venezuelana, atualmente com cerca de 500 mil pessoas. Portugal tem assim o dever e a responsabilidade de defender uma Venezuela livre, democrática, próspera e coesa”, diz a líder da JSD.