A Juventude Social Democrata criticou hoje o Governo socialista pela ausência total de resposta face ao aumento brutal do desemprego jovem, divulgado esta semana pelo IEFP. “Continua a brutal sangria no emprego jovem, as oportunidades para as novas gerações são cada vez menores e o Governo parece que hibernou sobre este tema. O governo está desaparecido em combate”, critica Alexandre Poço, Presidente da JSD.

Nos últimos três meses a taxa de desemprego jovem atingiu os valores mais elevados dos últimos três anos, cifrando-se atualmente em cerca de 25%. São 81 mil jovens, entre os 15 e os 24 anos, sem trabalho. Por sua vez, 12,8% dos jovens entre os 15 e os 34 anos não estão nem empregados nem a estudar.

Face ao período homólogo, o número de jovens até aos 24 anos que estavam inscritos em julho no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) aumentou 58%, passando de 28,5 mil jovens para cerca de 45 mil jovens.

A JSD voltou hoje a exigir ao Governo medidas de estímulo ao emprego jovem, após 3 meses de espera face ao último pedido de ação por parte da Juventude Social Democrata. “A 26 de maio, os deputados da JSD questionaram o Governo sobre este problema. Até agora, não obtivemos nenhuma resposta nem ficámos a conhecer nenhuma medida dirigida aos jovens. Hoje, dia 2 de setembro, voltamos a exigir ao governo que olhe para o futuro da nossa sociedade, que olhe para o que está a acontecer ao emprego jovem e comece a agir”, afirma Alexandre Poço.

O aumento de número de jovens que não estão empregados nem estão a estudar preocupa também a JSD. “Temos vindo a acompanhar a situação de muitos jovens que, por força da atual recessão, perderam o seu emprego ou simplesmente acabaram os seus estudos e não conseguiram encontrar um trabalho. Que futuro há para esta geração?”, questiona o líder da JSD, Alexandre Poço.

Em questão apresentada à Ministra do Trabalho e ao Ministro da Educação, os deputados da JSD na Assembleia da República questionaram hoje o Governo sobre: 1. medidas de estímulo ao emprego jovem apresentadas pelo Governo e quais são as medidas que ainda não foram apresentadas, mas que estão a ser preparadas especificamente para combater este flagelo; 2. qual será o peso relativo das medidas de estímulo ao emprego jovem na totalidade das políticas de recuperação económica e por fim; 3. atendendo ao aumento do número de jovens que não estudam nem trabalham (NEET), que medidas equaciona o governo para atrair estes jovens para o mercado de trabalho ou para a formação.

Entre as soluções possíveis, a JSD avança com “incentivos fortes e concretos à contratação e manutenção de jovens trabalhadores nas empresas, nomeadamente em sede fiscal ou através das contribuições sociais”, defende Alexandre Poço.