A Juventude Social Democrata está preocupada com as recentes notícias sobre o arranque das aulas do ano letivo 2020/21, nomeadamente com o insuficiente número de funcionários escolares, o programa de distribuição de computadores ainda por finalizar, as questões logísticas e organizacionais das escolas e a recuperação da aprendizagem perdida do último ano letivo.

Falta de Funcionários
Em cenário pandémico, o aumento prometido de mais 700 funcionários afigura-se como manifestamente insuficiente.
“A falta de funcionários escolares é um problema crónico que é agora agravado pelo natural aumento de tarefas necessárias, face à situação da pandemia em que estamos a viver.”, afirma o Presidente da JSD, Alexandre Poço.
Para a JSD, é urgente que o governo faça um levantamento de quantos funcionários são precisos nas escolas e proceder à sua contratação, nomeadamente em parceria com as autarquias locais.

Distribuição de computadores
A menos de um mês do regresso às escolas, a JSD está preocupada com o facto de não existirem funcionários suficientes nas escolas, nem novidades sobre o programa de distribuição de computadores pelos alunos.
A JSD recorda que no último ano letivo, a passagem para o ensino à distância deixou milhares de alunos desconectados das suas escolas, por não possuírem os equipamentos indispensáveis a este modelo de ensino.
A JSD relembra ainda que foi promessa do Primeiro-Ministro António Costa que no início deste ano letivo esta situação estaria totalmente resolvida, assim como do Ministro  da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que garantiu que no âmbito do Programa “Escola Digital” a distribuição seria efetuada.
“Esperemos sinceramente que cumpram”, diz Alexandre Poço.
Contudo, faltando menos de um mês para o início da atividade letiva, e sem qualquer novidade ou data assegurada, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas teme atrasos na distribuição dos computadores. Também a Associação Nacional de Dirigentes Escolares alertou para a importância dos alunos não voltarem a ser novamente prejudicados.
A JSD considera que o governo deve preparar-se para todos os cenários, sendo que será dramático se, caso tenhamos de regressar ao ensino à distância, voltarem a existir milhares de alunos privados de aprender, porque o governo não acautelou esta situação.
A Juventude Social Democrata exige ao Governo que, à data do recomeço das aulas, esta distribuição já tenha ocorrido.
“A distribuição é determinante para apoiar os alunos em contextos familiares desfavorecidos, porque foram esses os mais prejudicados pelo encerramento das escolas e devem ser esses a prioridade do governo. Se o governo não for capaz de distribuir computadores aos alunos em contextos desfavorecidos, é um fracasso total”, afirma Alexandre Poço.

Condições logísticas e organizacionais
A JSD está ainda apreensiva em relação às condições logísticas e organizacionais nas escolas, nomeadamente os circuitos de circulação, os horários e duração dos intervalos, as regras de distanciamento em sala de aula, os transportes dos alunos, bem como as regras de utilização de espaços como as cantinas, bibliotecas e balneários.
A Juventude Social Democrata “confia que a comunidade escolar continuará, como tem feito até aqui, a conseguir adaptar-se exemplarmente aos desafios dos novos tempos”, diz Alexandre Poço.
Ainda assim, para a JSD é responsabilidade do governo preparar da melhor forma o novo ano letivo, que se iniciará no próximo mês de Setembro, para que este recomeço possa ser seguro para todos.

Aprendizagem
A JSD considera fundamental o período de recuperação da aprendizagem que estará em vigor neste ano letivo 2020/21, que serão as 5 primeiras semanas de aulas e depois ações ao longo do ano letivo.
“Esta recuperação da aprendizagem deve ser devidamente apoiada e que as escolas tenham meios para a pôr em prática. Caso contrário, os alunos que ficaram para trás nos últimos 6 meses continuarão atrás”, diz Alexandre Poço
“Este regresso às aulas presenciais é de crucial importância, nomeadamente para os alunos mais desfavorecidos e para os alunos com mais dificuldades de aprendizagem”, refere o Presidente da JSD, Alexandre Poço.