A Juventude Social Democrata questionou hoje a Ministra da Cultura sobre a ausência de regras específicas para a atividade das escolas de dança, através dos deputados da JSD à Assembleia da República.

“As escolas de dança aguardam há 3 meses por regras. Não compreendemos a inação da Ministra da Cultura, quando o setor está a pedir insistentemente novas regras. Alunos, escolas e empregos estão em risco com este assobiar para o lado da parte do Governo”, acusa o Presidente da JSD, Alexandre Poço.

Ao abrigo da Orientação da Direção-Geral de Saúde no 030/2020, de 29 de maio, estes estabelecimentos apenas conseguiram reabrir seguindo as mesmas regras de funcionamento da prática desportiva e dos ginásios. Em Portugal, existem cerca de 500 escolas de dança, 70 000 alunos e 5 000 profissionais, num setor em que a maioria das escolas funciona em regime pós-laboral.

“A viabilidade destas escolas está dependente da forma como se pode usar o seu espaço, o que torna imperiosa a existência de regras específicas para este setor a tempo de se iniciar um novo ano letivo, já neste mês de Setembro”, exige Alexandre Poço.

Para a JSD, as últimas regras emitidas – de 29 de maio – tornam difícil a prática desta atividade pelos regras que foram exigidas há 3 meses, nomeadamente o distanciamento exigido e a desinfeção a cada 20 minutos das salas, sendo urgente a divulgação de novas regras específicas para as escolas de dança.

A JSD, através dos seus deputados à Assembleia da República, questionou hoje a Ministra da Cultura sobre a justificação para a inexistência de regras específicas para as Escolas de Dança; sobre que medidas serão implementadas para dar resposta às necessidades do setor e por fim, questionou o Governo sobre se a até que ponto esta inexistência de regras para as escolas funcionar não estará a hipotecar o futuro dos jovens dançarinos nas competições nacionais e internacionais.