A Juventude Social Democrata visitou 7 organizações de forma a analisar o voluntariado em Portugal. O objetivo destas reuniões foi, sobretudo, auscultar quem trabalha diariamente “no terreno”, tentando perceber o que deve mudar a nível legislativo para incentivar e facilitar o voluntariado em Portugal.

 

Banco Alimentar e Entrajuda

O Banco Alimentar é uma IPSS que luta contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas. A Entrajuda é um projeto na área da solidariedade social, que visa permitir às instituições melhorarem os serviços prestados aos beneficiários, dotando-as de um conjunto de instrumentos e recursos de gestão e de organização capazes de potenciar não só a eficiência dos seus meios como a eficácia dos seus resultados.

Nesta reunião abordou-se a finalidade do voluntariado, e em como este deve ser visto como um valor da cidadania, e em como a educação tem um papel fundamental nesta noção. O voluntariado corporativo também foi tema de conversa. Por fim, falou-se das condições dos voluntários e qual o estado da lei neste âmbito.

 

Comunidade Vida e Paz

A Comunidade Vida e Paz tem como missão ir ao encontro e acolher pessoas em condição de sem-abrigo, ou em situação de vulnerabilidade social, ajudando-as a recuperar a sua dignidade e a (re)construir o seu projeto de vida, através de uma ação integrada de prevenção, reabilitação e reinserção.

A CVP explicou-nos qual a importância do voluntariado para eles, bem como qual o seu papel na ajuda a sem-abrigos. Explicaram qual a sua atuação. A nível legislativo, também sugeriram algumas alterações que iriam facilitar a ação dos voluntários.

 

Confederação Portuguesa do Voluntariado

A Confederação Portuguesa do Voluntariado tem como finalidade representar os voluntários de Portugal e as respetivas organizações, quaisquer que sejam os seus domínios de atividade e contribuir para a defesa dos respetivos direitos e interesses.

A CPV abordou qual o papel do Estado no voluntariado. Abordou qual deve ser o impacto do voluntariado nos jovens e nas empresas. Também falou do conceito de voluntariado, quais as ações, estatutos e as condições para os voluntários.

 

CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social

A CASES tem por objeto promover o fortalecimento do setor da economia social, aprofundando a cooperação entre o Estado e as organizações que o integram, tendo em vista estimular o seu potencial ao serviço do desenvolvimento socioeconómico do País, bem como a prossecução de políticas na área do voluntariado.

Esta cooperativa explicou qual o seu papel no voluntariado. Apresentou os números do voluntariado em Portugal, e falou sobre as condições que os voluntários devem ter, nomeadamente a nível de segurança.

 

UNICEF Portugal

O Comité Português para a UNICEF tem como missão a promoção e a defesa dos direitos das crianças, sensibilizando o público e decisores políticos quanto aos Direitos da Criança e em especial para que as crianças mais desfavorecidas e vulneráveis que continuam a viver na pobreza, em situação de conflito ou desastre, a sofrer de abusos ou exploração, não caiam no esquecimento.

Nesta reunião focou-se no voluntariado jovem, e como é que se pode incentivar as faixas etárias mais novas a desenvolver este tipo de atividades.

 

Fundação Eugénio de Almeida

A Fundação Eugénio de Almeida é uma Instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários se concretizam nos domínios cultural e educativo, social, e espiritual, visando o desenvolvimento humano pleno, integral e sustentável da região de Évora.

A FEA explicou a importância da formação para os voluntários, e apresentou vários projetos para vários tipos de voluntariado. Falou dos dados sobre voluntariado em Portugal, e em como o índice de voluntariado em Portugal é dos mais baixos a nível Europeu. Também abordou as condições dos voluntários e das motivações que estes podem ter ao realizar voluntariado.

 

GRACE – Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial

O GRACE visa fomentar a participação das empresas no contexto social em que se inserem, através do estabelecimento de parcerias que potenciem impactos visíveis e concretos da atividade da Associação, em articulação com outras entidades da Sociedade Civil, como Universidades, Organizações Não Governamentais, Associações Empresariais, Autarquias, entre outras. A reunião com o GRACE foi bastante frutífera, em particular, no âmbito do voluntariado corporativo.