Desde muito cedo me envolvi na atividade política. Foi na associação de estudantes da minha escola secundária, na Marinha Grande, que dei os primeiros passos no movimento associativo. Gostava muito de discutir e de debater política e foi nessa altura que entrei para a JSD.

Entrei porque acredito que através da atividade política conseguimos mesmo mudar e melhor a vida das pessoas. E é por manter intacta esta convicção que sou candidata da JSD a deputada à Assembleia da República.

Nestes últimos 4 anos exerci o mandato como deputada em várias áreas. A par das questões orçamentais e fiscais que fui acompanhando na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, desenvolvi a minha atividade pelo acompanhamento de matérias relacionadas com o Ensino Superior, com o Associativismo Juvenil e Estudantil, com a Igualdade de Género e com os Direitos Humanos. O tema mais presente da minha intervenção foi a questão do alojamento estudantil. Entre perguntas, requerimentos, intervenções em Comissão ou em Plenário, sem esquecer as propostas apresentadas em sede de discussão orçamental e projetos de lei, foram várias as iniciativas desenvolvidas que contribuíram para que o complemento de alojamento acabasse por subir (não tanto como queríamos) e para que o Governo tivesse de tomar mais medidas, ainda que os resultados apresentados pelo Ministério sejam decepcionantes. Um dos melhores exemplos sobre a importância de haver deputados da JSD foi o travão que colocámos naquele que seria o maior aumento de sempre nos preços das refeições e alojamento em residências do Ensino Superior em 2017. Da mesma forma, o tema da habitação jovem foi central, com propostas de alteração aos Orçamentos e projetos de lei que contribuíram decisivamente para o reforço orçamental do Porta 65 jovem. Em matéria de associativismo jovem, será graças à JSD que as associações de estudantes terão acesso a um financiamento mínimo por parte das instituições de ensino, em resultado de um grupo de trabalho que integrei pelo PSD e que trará muitas outras melhorias para as associações jovens. Outros dois temas a que me dediquei foram as famílias de acolhimento e políticas para contrariar a emigração jovem.

Mas houve muita coisa que ficou por fazer. E que já por fazer. Considero ser fundamental a JSD lançar propostas para limitar o número de mandatos dos deputados à semelhança do que acontece com os Presidentes de Câmara. Bem como, entregar a proposta que a JSD defende dos Acordos de Colaboração com a Justiça em linha com a nossa visão para o combate à corrupção.

O flagelo dos baixos salários dos jovens em Portugal será certamente outra área de intervenção, a que se junta a revisão da lei do voluntariado. E enquanto a habitação continuar a ser um dos principais obstáculos à emancipação dos jovens, não nos iremos calar. Muitos outros temas merecerão a nossa atenção. Serão os jovens portugueses os destinatários da nossa ação política na Assembleia da República.

Acredito na nossa geração e num país onde as oportunidades existem independentemente do nosso ponto de partida.  Um país onde sejamos capazes de desenvolver com liberdade os nossos projetos de vida. Um país onde o Estado funcione, mas não sufoque. Um país onde cada jovem possa viver e sonhar. Um país onde a educação de qualidade seja de facto um elevador social. Um país onde a sociedade civil seja forte e a iniciativa privada também. Um país que seja livre de poderes instalados e não seja capturado pelos interesses de alguns. Um país que tenha ambição e que não se acomode.

Contem comigo.

 

Margarida Balseiro Lopes

Cabeça-de-Lista do PSD e Candidata da JSD pelo Círculo Eleitoral de Leiria