O sexto dia da 17ª edição da Universidade de Verão começou com o debate entre Miguel Poiares Maduro e Adolfo Mesquita Nunes, onde os oradores responderam à questão “Que desafios para as democracias, hoje?” e analisaram as diferentes tendências e movimentos políticos da atualidade.

“A democracia, por natureza, é muito mais lenta do que a velocidade com que resolvemos os problemas básicos do dia-a-dia através das novas tecnologias, e isto gera impaciência e a sensação de que na política, na democracia, os problemas não são resolvidos apenas porque quem lá está não os quer resolver”, afirmou Adolfo Mesquita Nunes.

Para Miguel Poiares Maduro “a democracia não existe sem verdade. Mesmo em democracia, pode haver uma corrosão da democracia na medida em que há corrosão no processo de definição da verdade e do pluralismo, seja através de processos de ocupação do Estado, de monopólio da comunicação social, como tivemos em Portugal, na época de Sócrates”.

Durante a tarde, os alunos tiveram a oportunidade de vestir os papéis de governo e oposição, aplicando os conhecimentos adquiridos ao longo desta semana. Legalizar a prostituição, criar um Exército Europeu, estabelecer o voto obrigatório, implementar transportes públicos gratuitos, reduzir o número de Deputados na Assembleia da República, proibir as touradas, limitar o número de mandatos para todos os cargos políticos, legalizar o consumo de drogas, proibir a circulação de veículos com motores de combustão nas cidades e legalizar a eutanásia, foram os temas debatidos na simulação de assembleia da 17ª Universidade de Verão.

O último jantar-conferência da Universidade de Verão 2019 contou com a presença de Alexandra Borges, que falou aos alunos sobre o processo de criação do projeto “Filhos do Coração”. Projeto este que procura denunciar a escravatura infantil, resgatar e reabilitar crianças no Gana, um País onde os pais vendem os próprios filhos a traficantes que os revendem aos pescadores do Lago Volta.