Os males do negacionismo científico

Passados 140 anos após ver os resultados positivos da pasteurização, passado 65 anos depois da descoberta da vacina do pólio e passados uns meros 40 anos após a introdução de vacinas antipneumocócicas, veem-se as consequências que estas invenções tiveram na Humanidade.

Deste modo, o mundo moderno não conseguiria viver sem estes descobrimentos, são três das muitas razões pelas quais a mortalidade infantil, e mesmo a adulta, têm diminuído ao longo dos anos. Além disso, a difusão destas vacinas, e método, só mostra como a medicina moderna ajuda a salvar vidas e a melhorá-las na generalidade.

Infelizmente, há grupos de pessoas, os chamados anti-vacinas, que se recusam a aceitar data empírica, que continuam a ser contra o progresso e que são contra a proteção da vida humana, não só dos seus compatriotas, mas também de todas as crianças e adultos. Não nos podemos deixar cair por este caminho de negação infundada e conclusões completamente erróneas, devemos educar estas pessoas, e todas as outras, na fantástica descoberta que foi a pasteurização e a invenção geral das vacinas.

É, com muita pena minha, que estas pseudoverdades científicas não ficam por aqui. Existem vários céticos da ciência, termo que parece um oxímoro já que a ciência é objetiva, não há espaço para opiniões, tudo é discutido, mas só parte é provado e aceite. As alterações climáticas são uns dos males que afligem tanto a espécie humana, como também a vida na Terra. Todos os dados e todas as conclusões apontam para as subidas das temperaturas como nunca antes vistas na história do nosso planeta, desde que nos chamamos Homo Sapiens. Uma pessoa racional seria incapaz de negar tal acontecimento, isso pensa a maioria de nós. A verdade é que esse tipo de pessoa existe, tal como com os anti-vacinas, são contra qualquer tipo de prova empírica e parecem completamente despreocupados com o bem-estar e saúde, tanto da nossa espécie, como também de toda a vida residente neste nosso pequeno planeta.

Para piorar as coisas, estas pseudoverdades também vivem na cabeça de chefes de Estado. O atual presidente dos E.U.A partilha da opinião que tanto a pandemia em que vivemos agora, como as alterações climáticas, são coisas que não nos devemos de preocupar. A pandemia, que matou até à data de hoje 215.202 americanos, é vista pelo seu presidente como algo tão pequeno como uma “gripezinha”. Sem falar desse ceticismo científico, Donald Trump menospreza, completamente, tanto as alterações climáticas como, também, a poluição antrópica. Os nossos líderes devem de estar acima destes argumentos completamente falaciosos, devem é dar o exemplo e impulsionar a ciência para que ela sirva a Humanidade e nos ajude em todos os nossos desafios e problemas.

Como sociedade, devemos pedir mais e melhor de quem nos lidera, e educar os nossos amigos, família ou só conhecidos, na qualidade de vida incrível que a ciência nos proporciona e proporcionar-nos-á em anos futuros, se for bem aplicada, isto é. Para além disso, devemos apreciar toda a natureza que nos rodeia, e saber respeitá-la, afinal, nós não seriamos nada sem a água e o ar que nos dá, por isso devemos trabalhar para uma sociedade que desperdice menos, que seja mais eficiente a nível energético e que não se preocupe só com os lucros e olhe para o mal que tem feito ao nosso planeta e a toda a sua vida. Vamos pensar duas vezes antes de nos magoarmos a nós, ou à Terra.

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