Tenho 29 anos e sou fornense de gema. Formado na área das Ciências do Desporto exerço a minha profissão nos dias de hoje maioritariamente na área da prescrição de exercício físico em ginásio.

Apaixonado desde cedo pelo associativismo juvenil e pelas causas sociais estou na JSD, por rever nesta as qualidades que melhor podem caracterizar um jovem preocupado com o seu futuro.

 

Como tem sido a experiência de liderar a JSD Distrital da Guarda?

Conforme a moção que apresentei com a minha equipa “O Desafio de Uma Geração”, esta vivência tem sido extremamente desafiadora pelas dificuldades que se impõem no dia-a-dia de um jovem no Interior, mas também extraordinariamente gratificante, quando vemos que conseguimos atingir grande parte dos objetivos a que nos propusemos (apenas) no primeiro ano de mandato.

 

Quais as principais preocupações da JSD Distrital da Guarda?

A JSD Distrital da Guarda está profundamente empenhada em contribuir para soluções que permitam uma coesão territorial e descentralização efetivas e com a disponibilização de condições aos órgãos locais para desenvolverem os municípios e aumentarem a competitividade das suas regiões. Temos também um grande foco no repensar do ensino superior tal como hoje existe, uma vez que queremos que haja mais oportunidades e condições para se estudar no Interior.

Para além da preocupação em termos de coesão territorial, a JSD deve estar na linha da frente no que diz respeito à coesão geracional. Entendemos que deve haver um ajustado equilíbrio e equidade na assunção de responsabilidades políticas entre as diversas camadas geracionais. De modo a combater a desigualdade que hoje se verifica neste aspeto, desafiámos recentemente o partido a que nos dê relevo nas eleições legislativas. Não temos medo de o dizer, queremos um lugar elegível nas listas! É importante que a Guarda e a JSD siga os bons exemplos nacionais e que esteja na proa do combate às desigualdades e à falta de criação de oportunidades.

 

Quais as prioridades dos jovens do Distrito da Guarda?

Sem dúvida, as prioridades que os jovens do Distrito da Guarda têm neste momento prendem-se, em primeiro lugar, com a necessidade da criação de oportunidades para a sua manutenção na região, quer seja a estudar, a trabalhar, a viver ou a constituir família. Portugal vive um drama demográfico, agravado pela indiferença do Estado Central com o Interior, que encerra os (poucos) serviços que ainda temos, o que muitas vezes não permite o estabelecimento das empresas e dos jovens nas regiões. Por outro lado, acreditamos que muitos destes problemas se resolveriam com uma renovação dos meios de decisão, e por isso defendemos a valorização do papel dos jovens na política, que com as suas ideias inovadoras e a sua determinação, poderão, por exemplo, inverter a tendência de despovoamento das regiões do Interior.

 

Qual julgas ser o papel da Juventude Social Democrata para uma Coesão Territorial?

A JSD deve trazer o tema para a atualidade política e alertar para a importância da eliminação das disparidades entre regiões do nosso país, de forma a criar oportunidades aos jovens que se querem fixar e trabalhar no Interior do país. Temos o papel de demonstrar que há recursos por explorar no Interior, que contribuirão para um desenvolvimento mais igual e mais sustentado do nosso país.

 

O que julgas que deve ser a prioridade da União Europeia em relação aos jovens e ao futuro destes?

A União Europeia já criou diversos mecanismos de integração dos jovens, nomeadamente o programa Erasmus ou o Interrail. Há, no entanto, a necessidade de desenvolvimento e aprofundamento desses programas. A UE deve continuar a financiar a pesquisa científica e a fomentar a formação dos jovens. Deve também estar a par do desenvolvimento tecnológico, permitindo potenciar a criatividade dos seus estados membros. Por outro lado, a União Europeia deve inspirar cada estado membro a agir internamente como os estados membros reagem entre si, especialmente quando falamos da ótica de solidariedade inter-regional e de integração.