A Juventude Social Democrata critica a enorme insensibilidade para com os jovens nas condições de retoma das competições de modalidades desportivas coletivas, apresentadas esta semana pela DGS através da Orientação n.º 036/2020 de 25/08/2020, revelando um total desconhecimento da realidade desportiva em Portugal.

“Existe uma dualidade de critérios que permite a retoma imediata dos escalões seniores, mas impedindo os restantes, em modalidades de médio e alto risco, viola grosseiramente o Princípio Constitucional da Igualdade, não havendo critério material que justifique a discriminação etária de que são alvo os jovens portugueses praticantes de desporto nos escalões não contemplados. É uma injusta para o desporto juvenil”, critica o Presidente da JSD, Alexandre Poço.

Por outro lado, “são negligenciadas por completo a modalidades adaptadas, ignorando o desporto para pessoas com deficiência, não sendo possível vislumbrar, ao longo de todo o documento, uma única referência a esta prática desportiva”, afirma Alexandre Poço.

Para a Juventude Social Democrata, as exigências apresentadas às Federações, Clubes e praticantes “são impraticáveis para muitos clubes, que se veem agora obrigados a suportar sozinhos todos estes encargos”.

Entre as exigências estão a criação de um plano de contingência, assinatura de um Código de Conduta/Termo de responsabilidade, garantia de todos os equipamentos de Proteção Individual necessários aos funcionários e colaboradores, assunção do risco de contágio por parte dos atletas, a realização de testes à COVID-19 até 48h antes da competição nas modalidades qualificadas como sendo de alto risco, casos do râguebi, o judo, o polo aquático e a ginástica acrobática.

Segundo o Presidente da JSD, Alexandre Poço, “muitos destes clubes, cuja sustentabilidade está em grande parte dependente dos escalões da formação, ficam assim em risco de encerrar. O governo tem de apresentar alguma resposta.”

A JSD, através dos seus deputados à Assembleia da República, questionou hoje o Secretário de Estado para o Desporto e Juventude sobre os critérios que justificam a discriminação de milhares de jovens que ficam privados da sua prática desportiva; sobre que respostas terá o Governo para os jovens portugueses praticantes de modalidades adaptadas e por fim; como é que o Governo pretende apoiar os clubes que, estando maioritariamente dependentes dos escalões da formação, ficam privados de grande parte das suas fontes de receita.